O que será de Kesha? Acusação de violência sexual transformou sua carreira numa questão judicial

TIK TOK, a representação da fantástica e divertida vida de uma adolescente em busca da felicidade. Até que a fama vêm e cobra seu preço.

Tudo parecia ser uma festa. Diversão. Muito brilho e muita, muita atitude. Kesha chegou com seu mundo de cores, seus seres inanimados e a típica excentricidade de uma adolescente californiana que queria “dominar o mundo”. E assim, no girar dos ponteiros do relógio, nasceu uma diva pop.

O ano era 2009 e a canção escolhida para ser o primeiro single foi “Tik Tok”. A composição, criada em parceria com Benny Blanco, o rapper P. Diddy e o produtor Dr. Luke, foi definida por Kesha como a “transcrição de sua alma”. Segundo a cantora, tudo o que a letra diz traduz o que ela realmente sente, baseando-se em sua vida e transmitindo um sentimento despreocupado sobre não deixar nada a abalar (será?).  Já a batida mostra que o pop está mais do que presente por meio de beats de jogos eletrônicos intercalados a palmas e sintetizadores.

A canção recebeu inúmeras análises positivas de críticos especializados, que elogiaram a celebração da vida que foi impressa na letra e principalmente no clipe. Alguns profissionais chegaram a comparar a cantora com divas pop que já estavam na estrada há alguns anos, como Lady Gaga e Fergie.

No que diz respeito ao aspecto comercial, Tik Tok foi sucesso instantâneo, alcançando a primeira posição na parada musical de diversos países como Alemanha, Brasil, França e Canadá. Nos Estados Unidos, a faixa alcançou o top da Billboard Hot 100.

No clipe, filmado na California,  Kesha abordou temas do cotidiano da maioria dos jovens como promiscuidade , o excesso de prazeres, bebedeiras e festas (quem é que não gosta de um open bar, né não?).  No vídeo, tem a gata acordando na casa de estranhos, escovando os dentes com bebida alcoólica (o que gerou diversas críticas dos mais conservadores), andando em uma bicicleta fofa, trocando o boy magia pelo amigo gordinho, muito glitter, banheira (Uba uba uba hey!) e muita, muita festa.

A partir de então Kesha tornou-se uma diva pop e nos seus videoclipes sempre buscou mostrar seu lado idealizador, irreverente e, principalmente, jovem. Em toda sua videografia a artista ressalta seu amor pelo controverso e pelo imaginário, e mostra que ser diferente é, sim, muito normal.

Mas como nem tudo são flores, unicórnios e batons metalizados, Kesha se envolveu  em um grande escândalo no final de 2014. Coincidentemente, em Tik Tok, a cantora passa boa parte do clipe usando algemas (em apenas uma das mãos). E é basicamente isso que está acontecendo no atual momento.  A artista acusa seu produtor Dr. Luke de lhe causar abusos físicos e sexuais e pede, na justiça, que seja rompido o monopólio que a Sony e a gravadora Kemosabe Records têm sobre suas produções – que, vale ressaltar, estão paradas desde 2012, quando ela lançou o álbum Warrior, e a impede de trabalhar com outros produtores e lançar novas faixas.

No dia 19 de fevereiro de 2016, em Nova Iorque, a artista foi derrotada na primeira audiência do processo.

Assistindo à situação de Kesha, inúmeras artistas como Taylor Swift, Adele  e Ariana Grande se solidarizaram com o problema e deram total apoio à cantora através de suas redes sociais. Com a pressão do mundo pop, a Sony chegou a analisar a possibilidade de dispensar Luke, mas tudo não passou de especulações.

O pior, contudo, ainda estava por vir. No dia 6 de abril, menos de dois meses após a primeira audiência, a juíza da Suprema Corte de Nova York, Shirley Kornreich, concedeu a vitória ao produtor Dr. Luke. De acordo com o parecer final, as reivindicações não foram atendidas pois a cantora não apresentou provas suficientes para legitimar suas acusações.

A juíza alegou, ainda, que o suposto “estupro” não foi comprovado em nenhum momento por meio de exames médicos. E que a única alegação que se encaixava no caso é a suposta agressão sofrida por Kesha em um voo, no ano de 2008. Porém, esta alegação já prescreveu. A Suprema Corte descartou qualquer possibilidade de futuras reivindicações, deixando a situação  ainda mais complicada para a artista.

Kesha 1

E agora, como será o futuro de Kesha? Será que ela vai conseguir continuar segurando essa marimba? Provavelmente nem ela mesmo saiba dizer.

Aos fãs, cabe apenas esperar que os ponteiros dos relógios corram depressa para que a rainha do trash glam retorne sua carreira, liberte-se de suas algemas e volte para onde ela nunca deveria ter saído.

E como diz a letra de Tik Tok: the party don’t start ‘til I walk in!

Por Lucas Perario

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1 comentário Adicione o seu

  1. Raphael Ferreira Silva disse:

    É lamentável esse caso da queen Kesha! Sempre tive muito orgulho por ser um admirador de suas músicas.
    Espero que essa situação seja resolvida e que ela volte com tudo no cenário do POP.

    Curtir

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