Desculpe-me se você ainda não é um Belieber

Justin Bieber faz sucesso com novo videoclipe “Sorry” e consegue dialogar com antigos haters.

Justin Bieber é uma figura pública que divide opiniões com facilidade. No momento, o cantor está caminhando para a redenção; muitos que odiavam sua figura estão começando a simpatizar por ela. Essa mudança de opinião repentina é devido ao enorme sucesso que seus singles (do quarto álbum de carreira “Purpose”) estão fazendo. Destaque especial vai para o segundo single “Sorry” (lançado no dia 23 de outubro de 2015), que possui um videoclipe com um estilo peculiar e muito diferente de todos os que o cantor já lançou. Os feedbacks do videoclipe “Sorry” foram extremamente positivos, causando um alvoroço e estupefação por parte dos fãs e haters na internet. O vídeo tem mais de 1 bilhão de visualizações, confira:

O clipe é dirigido, produzido e coreografado pela talentosíssima neozelandesa Parris Goebel (que também atacou de figurinista). Ela também participou dos videoclipes “No Sense” e “Company”. Parris é famosa na Coréia do Sul por coreografar diversos artistas Kpop como CL, Big Bang e iKON. Em seu currículo, ela já colaborou também para artistas ocidentais como Rihanna, JLo e Nicki Minaj.

O estilo de dança criado pela própria Parris é denominado de “Polyswagg”, movimentos que misturam passos fortes e sensuais. Como ela descreve, seu estilo é baseado no ouvir, respirar e viver a música.

Inicialmente, o videoclipe estava planejado para ser um Lyric Video. Em seu instagram, Parris Goebel comenta: “…meio engraçado como isso foi feito para ser um Lyric Video e não o [videoclipe] oficial. Nós colocamos isso junto em uma só tomada, sem nenhum conceito ou algo chamativo, e filmamos na pequena Auckland, Nova Zelândia. O poder da dança.” (Tradução Livre).

Logo após o sucesso de “Sorry”, Justin começou a lançar videoclipes que enfatizam a dança e a atuação. O próprio cantor não aparece em nenhum dos clipes. “Sorry” mostrou ao público uma nova fase que o cantor está seguindo: seus clipes estão carregados por uma atmosfera conceitual, minimalista e artística. Todos os trabalhos do álbum “Purpose” estão sendo moldados pela beleza das artes cênicas.

A vlogueira Jout Jout até comentou a respeito dessa reviravolta do cantor, de como ele conseguiu desconstruir a má fama que possuía entre os haters. Podemos nos identificar (e muito) com a reação dela ao ver o videoclipe de “Sorry”:

Essa nova era de Justin nos remete à trilha que a australiana Sia segue. Ela é conhecida por videoclipes experimentais que também enfatizam a arte da dança. Além dela, Iggy Azalea também ressurgiu com uma grande surpresa ao liberar um Dance Video (sim, um dance vídeo!) de “Team” (seu mais novo single). É formidável observarmos os artistas ocidentais aderindo à moda de colocar mais arte e autenticidade em seus videoclipes. Isso nos remete muito aos videoclipes orientais (especialmente coreanos), nos quais a dança é demasiadamente valorizada.

O cenário musical mainstream está passando por mudanças. Os clipes musicais das personalidades mais conhecidas de Hollywood estão “abraçando” as artes e suas peculiaridades para estabelecer uma estética mais conceitual. E isto chama a atenção da cultura de nichos. Será que a indústria cultural, ao utilizar meios mais artísticos, está adotando novas fórmulas para chamar a atenção do público? Seria uma reformulação do “espectro” mainstream? É esperar para ver.

Por Laila Arêde

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